Engenharia da Produtividade

Engenharia da Produtividade

A área da engenharia é repleta de especialidades. Tudo começou com a Engenharia “Militar”, que, em oposição semântica, gerou a Engenharia “Civil”. Como pioneira no ramo não militar, ela foi (e ainda é) um grande propulsor do desenvolvimento econômico mundial. No entanto, com o desenvolvimento cada vez mais profundo e específico de conhecimentos e tecnologias, a Engenharia Civil cresceu muito em conteúdo, o que tornou impossível, do ponto de vista prático, um curso ser capaz de instruir os alunos de forma completa em apenas 5 anos. Assim, conhecimentos e tecnologias ligadas à mecânica e à elétrica se transformaram nas bases para a 3ª nova geração de engenharias. Como forma de evitar uma superespecialização, foi mantido o ciclo básico das engenharias, mantendo disciplinas ligadas a ciências e à matemática e, no ciclo profissional, foi dada maior ênfase a disciplinas específicas da engenharia em questão.

No âmbito da produtividade (saiba mais no artigo “produção x produtividade”), praticamente todas as engenharias têm sua contribuição, uma vez que o desenvolvimento de sistemas (elétricos, computacionais, mecânicos, biológicos, humanos, dentre outros) têm como objetivo em diversas situações eliminar, simplificar ou minimizar tarefas manuais. No entanto, dentro desse contexto, a Engenharia de Produção tem um papel central, já que se ocupa do desenvolvimento de sistemas sociotécnicos. Para essa engenharia, não basta a adoção de uma determinada tecnologia (ou de um conjunto delas), é preciso que a interação homem-máquina seja capaz de atingir o objetivo para o qual o sistema foi projetado. Assim, os sistemas produtivos, em geral sociotécnicos, têm como objetivo produzir produtos ou serviços dentro de suas especificações.

Do ponto de vista legal, para separar mais claramente o escopo de cada engenharia, o sistema CONFEA/CREA criou regulamentações. De forma muito perspicaz, considerando a velocidade do desenvolvimento de conteúdo tecnológico específico, optou-se por alinhar as atribuições profissionais ao currículo de cada novo engenheiro.

Do ponto de vista prático, é preciso separar os objetos de cada engenharia como sistemas de cada natureza. Por exemplo, sistemas elétricos ficam com engenheiros elétricos, sistemas mecânicos com engenheiros mecânicos, sistemas produtivos com engenheiros de produção e assim por diante. Cada um dos engenheiros tem o papel de, entre outras atividades, especificar, desenhar, construir e realizar manutenções, em sistemas dentro de sua especialidade. Para ilustrar essa questão, assim como um engenheiro civil projeta um prédio (ou outro tipo de estrutura) de maneira a alcançar a estabilidade (equilíbrio) com o mínimo de recursos, o engenheiro de produção projeta um sistema produtivo capaz de gerar produtos ou serviços de modo a atender a demanda estimada na qualidade especificada com o mínimo de recursos técnicos, humanos e financeiros.

Considerando sua função, conforme descrito acima, o engenheiro de produção tem a responsabilidade técnica de aumentar a eficiência dos sistemas produtivos, que, em última instância, implica no próprio aumento da produtividade operacional. Para alcançar esse objetivo, ele aplica conhecimentos e tecnologias da engenharia de qualidade, de operações, da logística, do trabalho, das organizações, do produto, financeira e da pesquisa operacional para especificar, projetar, construir e realizar melhorias em sistemas produtivos.

Nós da Solverus acreditamos que o aumento da produtividade melhora a vida das pessoas. Somos uma consultoria industrial que atua dentro do escopo da Engenharia de Produção para aumentar a produtividade dos sistemas produtivos de nossos clientes. Temos 3 grandes linhas de atuação, engenharia de qualidade, engenharia de operações e a pesquisa operacional.