20 Maneiras De Reduzir O CPV (Tempo)

20 Maneiras De Reduzir O CPV (Tempo)

A diferença entre o tempo disponível para a produção e o tempo que a fábrica está de fato produzindo pode ser considerado uma perda importante e que irá gerar um aumento do CPV. Na prática, reduzir esta diferença terá um papel fundamental na diluição dos custos fixos que são rateados para todos os produtos.

Encontrar e categorizar essas perdas pode não ser trivial. Neste texto iremos abordar as 20 fontes destas perdas sem ser exaustivo, mas tentando ser o mais completo possível.

Tempo total

O tempo total disponível no dia é de 24 horas. Teoricamente esse é tempo máximo de agregação de valor caso a perda fosse zero. Na prática para encontrar o tempo disponível total precisamos retirar, feriados, folgas e tempos sem programação da produção. Como muitas vezes esta é uma limitação real, muito pouco pode ser feito para minimizá-la. A abertura de turno pode ser uma solução nessa direção, mas isso, de forma geral, apresenta custos maiores do que turnos diurnos. No entanto, esta opção ainda deve ser considerada em casos para os quais o custo de imobilizado for extremamente relevante e a operação necessitar de uma diluição considerável dos custos fixos.

Tempo disponível

Uma vez disponibilizado um tempo para programar produção, previstos irão acontecer (em alguns planejamentos isso incrivelmente é ignorado). Por isso, a programação deve levar em consideração estas perdas previsíveis, normais ao processo, como:

  • Paradas para refeição
  • Troca de turno
  • Limpeza
  • Manutenções e reformas
  • Disponibilidade de recursos
  • Paradas devido a outros processos

Definidas essas restrições o planejamento operacional poderá ser elaborado. A elaboração desses planos pode ser complicada, por isso recomenda-se o uso de ferramentas com a pesquisa operacional.

Tempo confiável

Depois de elaborar o planejamento considerando todas as restrições, a execução do planejamento pode ser finalmente iniciada. Imprevistos irão acontecer e transformarão períodos produtivos em períodos improdutivos. São exemplos de imprevistos:

  • Trocas de ferramentas não previstas
  • Reparos em equipamentos
  • Quebras inesperadas

Tudo isso subtrai tempo que poderia ter sido produtivo. Neste ponto o SMED e a manutenção produtiva, dentro do contexto da engenharia de qualidade, têm papel fundamental. Essas duas técnicas têm foco na redução de quebras inesperadas, na redução dos tempos de reparo e na redução do tempo de troca de ferramenta.

Tempo operacional

Mesmo que as máquinas estejam funcionando perfeitamente o plano operacional pode não ser entregue devido à redução de ritmo de trabalho. Essa queda na produção pode ser associada:

  • À falta de controle de produção hora-a-hora
  • Ao início e ao término da produção (dificuldade de sair da inércia)
  • Ao tempo de setup não padronizado
  • À pouca experiência de novatos (curva de aprendizado)
  • À não execução das instruções de trabalho
  • Ao absenteísmo

Estas perdas são evitáveis, a principal causa delas é a falta de padronização e o baixo volume de treinamento da força de trabalho. Aqui também, a engenharia de qualidade e a engenharia de operações têm um papel preponderante na melhoria do resultado.

Uma vez sanado esses problemas outras perdas podem acontecer, no entanto elas estão associadas à forma como o padrão de trabalho foi estabelecido, ou seja, na forma como acontece a agregação de valor.

Tempo de valor agregado

O tempo real da agregação de valor, ao contrário do que várias pessoas pensam, não é o tempo do cumprimento das atividades padronizadas na instrução de trabalho. Por exemplo, imagine uma tarefa de bater um prego em uma tábua. Essa tarefa provavelmente envolve a retirada da matéria prima, o posicionamento do prego e da tábua, acessar o martelo, bater o martelo no prego e, em seguida, disponibilizar esse produto intermediário para o próximo posto de trabalho. Nesse caso a única atividade que agrega valor é instante no qual o prego entra na madeira, todo resto pode ser considerado perda.

Para aumentar a carga de agregação de valor em cada atividade é preciso analisar a tarefa e identificar oportunidades para eliminar desperdícios como:

  • A produção e recuperação de produtos defeituosos
  • Processamento inadequado
  • Esperas em estado ocioso
  • Movimentos e transportes evitáveis
  • Projeto do produto inadequado

Voltando ao exemplo a atividade de pregar a tábua. Poderia se pensar na substituição do martelo por uma ferramenta elétrica como um pinador, no entanto a melhor alternativa talvez fosse a eliminação completa da tarefa, como por exemplo alterando forma de fixação para algum tipo de encaixe. Para aumentar a agregação de valor é recomendado que se tome alguma iniciativa voltada a engenharia da qualidade.

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